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Prêmio Cataratas...

  • Foto do escritor: Patrícia Claudine Hoffmann
    Patrícia Claudine Hoffmann
  • 15 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Queridos amigos e amigas desse mundo, divido com vocês o poema acolhido no "Prêmio Cataratas de Contos e Poesias". Gratidão! 🙏🏽❤️📚🌱🌎


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- contra a estupidez seguimos... no colo da poesia ...

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Poema disléxico de quando estivemos aqui e não sabíamos

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(caligrafias atômicas de auroras)

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Desmemórias não nos atingem

os sentidos,

porque a poesia capta seus adeptos

mesmo fora

do radar:

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cuida de seus vestígios.

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Não há mais esconderijos

vibracionais

para os portais de si mesmo.

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Lugarejos de ensino

desenham livros mentais

interinos de nossa longa espécie

e outros manuais de destinos.


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Há espelhos por dentro

e por fora do tempo.

Todos atentos de enigmas.

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Retrospecto de paradigmas

desfeitos na bagagem

também desfeita,

por critérios das

supernovas.

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Há rimas siderais

e samurais de silêncio

no jardim infenso às muralhas

que não nos servem mais.

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Nunca houve ninguém

do outro lado

além de nós.

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(ortografia onírica)

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Nosso caderno cósmico

de caligrafia,

por dentro

dos calendários,

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calibrava de interferência

as frases do mundo,

mas às vezes não.

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Vivíamos por extenso...

no redigir da viagem

que é sempre

de volta.

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Cada letra perfura ainda

a flor cognitiva,

mas não se compara

à solidão das montanhas...

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aos discursos do rio à toda,

com raios solares no ventre,

revirando de escolhas

nossos olhos de seiva.

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É útero ainda:

aquário sob neblina.

Túnel.

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Nebulosas abaixo.

Acima.

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O que há depois do tempo

nos trouxe aqui de reparos,

por constelações inabitáveis

de agora.

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Nosso biorritmo de auroras,

no enxame do espaço profundo,

nos isola e nos declara.

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Nosso diagnóstico precoce

de cometas.

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Os mísseis estrelados sobre

o que chamávamos

de casa...

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tão cadentes.


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Portamos o que escrevemos

em partículas de chamamento

mútuo:

fetos de vocábulos que se movimentam

para fora

do insulto.

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Cápsula. Pólen.

Bússola. Epístola.

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Eclodem na pronúncia

em queda livre de arbítrio.

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Não sabíamos das ruínas

nas rotas do desamparo,

porque alguns poemas não falam

em público,

por ocasião da liberdade secreta,

dormem um pouco

na falha.

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Têm dicção de desertos,

sob pressão das esferas.

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Alfabeto confuso ainda

de outras guerras.

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Texto: Patrícia Claudine Hoffmann - 2025

©️Todos os direitos reservados.



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©2023 por Patrícia Claudine Hoffmann.

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